Em uma nova entrevista para a jornalista britânica Fiona Dodwell, Morrissey abriu o jogo sobre os acontecimentos recentes envolvendo sua relação com os Smiths. Apesar de anos de desavenças públicas com o guitarrista Johnny Marr, Morrissey expressou ter considerado uma possível turnê de reunião, mas não por razões emocionais ou de reconciliação.
“Concordei porque parecia ser a última chance para algo assim. Estamos todos envelhecendo”, comentou Morrissey, destacando que a intenção era mais um gesto de agradecimento aos fãs do que uma tentativa de reviver laços com Marr. “Eu não tenho absolutamente nenhuma conexão emocional com ele.”
O cantor não poupou críticas a Marr, acusando-o de bloquear o lançamento de outro álbum de grandes sucessos dos Smiths e até de adquirir os direitos sobre o nome da banda. Segundo Morrissey, isso permitiria a Marr até mesmo substituir o vocalista por outro cantor. Ele ironizou: “Ele canta minhas letras, minhas melodias e os títulos das minhas músicas. Isso é hipocrisia ou autoengano?”
Além disso, Morrissey também abordou as dificuldades para lançar seu álbum solo “Bonfire of Teenagers”, apontando para uma “guerra contra a liberdade de expressão” dentro da indústria musical. “Nenhuma gravadora quer lançá-lo. Isso mostra como a indústria se tornou infantil e assustada”, disse. Ele comparou seu disco arquivado ao icônico “The Queen is Dead” (1986) e lamentou que o contexto atual tenha bloqueado sua divulgação.