A 89 conversou com o baixista do Vintage Trouble, Rick Barrio Dill, uma das atrações do Lollapalooza 2016.
A banda se lembra animada sobre a experiência de tocar no Rock In Rio em 2013 e demonstra expectativas positivas para a apresentação deste ano no Brasil.
Utilize o player abaixo e ouça a entrevista completa da 89:
E aqui a transcrição do nosso papo com o Rick Barrio Dill:
Vocês tocaram no Rock In Rio em 2013, do que você se lembra do Brasil?
Eu acho que foi incrível, superou nossas expectativas que eram bem altas para o Brasil.
As pessoas eram mais sexies do que pensamos, eram mais barulhentas do que imaginamos, tudo nos surpreendeu da melhor maneira possível. Foi um dos melhores momentos que já tivemos numa cidade e pais pela primeira vez.
Você espera encontrar algo diferente dessa vez?
Nós esperamos mais! Nós esperamos que as pessoas agora nos conheçam melhor, conheçam o material e que possamos mergulhar ainda mais fundo. Esperamos nos desafiar e nos surpreender. Existe um certo tipo de conexão natural com a nossa música e a plateia na América Latina. Quase ultrapassa qualquer outro território. Nossa música nasceu de cidades que ficam acordadas até tarde, de boates e pessoas sexies dançando até ficar suadas. Nada era bonito demais. Nós esperamos mergulhar fundo na essência disso. Uma vez alguém disse que deve ser bom ter o poder de “causar” a dança, eu acho que os brasileiros entendem bem naturalmente isso, sem nossa música precisar ser bem produzida e “arrumadinha”. Existe uma realidade, uma não-perfeição, que funciona bem entre nós e os brasileiros.
Sua música é classificada como “vintage” e “old school”, fala um pouco sobre as inspirações e influências do Vintage Trouble.
Todos nós somos inspirados por tantas coisas diferentes…. Nós somos caras diferentes, mas o que une a gente são aos nos 50 e 60, a música soul, o R&B e o começo do rock n’ roll. Passado disso, tudo desde hip hop, folk e jazz influencia a gente. A música latina também, minha mãe é cubana e eu cresci ouvindo esse tipo de música na minha casa, eu até falo um pouco de espanhol. Eu acho que o mais importante é que nos faça sentir algo, porque é isso que nós buscamos, seja tocando ou escrevendo músicas novas.
Vocês vão tocar com o Eagles of Death Metal, no Lolla Parties em São Paulo. Você acha que algo mudou desde os ataques em Paris?
Eu acho que qualquer tragédia que aconteça, se não gerar uma preocupação ou aviso, toda a dor e sofrimento foi por dada. Como artista é impossível que você não seja afetado por uma coisa dessas. Espero que o mundo tenha mudanças. Eu sou amigo do baixista do Eagles of Death Metal e quando eu soube disso, me fez pensar em tudo o que ele passou, e pior ainda é imaginar o que as famílias das vitimas passaram. Eu espero que isso nos ensine a amar mais, e que as pessoas entendam que não tem problema se nossa religião ou cultura é diferente, mas que a única coisa que pode acabar com o mal, é o amor. E como artista eu acho que o melhor que temos a fazer é continuar a distribuir o amor.
Você conhece os músicos do Eagles of Death Metal?
Eu conheço o baixista.
Vocês já tocaram juntos?
Não no mesmo palco.
Vintage Trouble já abriu shows de grandes artistas como AC/DC, Rolling Stones, Bon Jovi e The Who. Como foi essa experiência?
Nós sempre esperamos aprender com lendas como essas. Nós também fizemos uma turnê com Lenny Kravitz. Cada um desses é um astro por si só. Ter uma oportunidade dessas é ter uma oportunidade de aprender e aplicar aquilo na sua carreira. É inspirador. Você olha tipo o The Who, eles têm 50 anos de banda, ou o AC/DC, você vê eles tocar e nunca mudam o estilo, desde o primeiro dia eles são fieis. Essa é uma coisa que não tem como não te inspirar. Nem nos nossos sonhos mais loucos imaginamos isso.
Rolling Stones está em turnê na América do Sul e vocês os classificaram como uma influência. Existe algo especial neles?
Eu acho que eles são um exemplo de banda que nunca muda o estilo. Algumas influências deles são as mesmas que as nossas, como Ike e Tina Turner ou Chuck Berry ou Little Richard. Para nós, Jackie Wilson e Sam Cooke são grandes influências também. Eu acho que o que os Rolling Stones fazem nunca saem de moda, é algo que nos inspira.
Você acha que o Vintage Trouble viverá tanto quanto os Rolling Stones?
(Risos) Nós só podemos esperar!
O que nós podemos esperar para do Vintage Trouble no Lollapalooza? Vocês prepararam algo especial?
Nós sempre tentamos preparar algo especial. Mas nós também não planejamos demais porque queremos que cada show seja único. Tentamos planejar na hora, antes de entrar no palco. As pessoas podem esperar chegarem arrumadas e saírem desarrumadas, porque esperamos um show muito sexy e selvagem. Queremos nos divertir. Venham suar com a gente!
Manda um recado para seus fãs no Brasil…
Oi! Aqui é o Rick do Vintage Trouble, venha nos assistir no Lollapalooza São Paulo!
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