No último fim de semana, Nova York prestou sua homenagem ao Camaleão do Rock no tributo “The Music of David Bowie”. A apresentação, que seria de uma única noite no Carnegie Hall, teve ingressos esgotados em apenas 2 horas, fazendo com que os produtores incluíssem um show extra no Radio City Music Hall.
O projeto foi concebido pelo próprio Bowie, que planejava participar ao lado de seus convidados. No entanto, a chocante notícia de sua morte pegou a todos de surpresa pouco tempo antes dos ingressos serem colocados à venda. O show virou então um tributo póstumo ao cantor e foi transmitido mundialmente no site musicofdavidbowie.com. O lucro da venda dos ingressos e das doações pelo site foram revertidos a instituições de caridade, entre elas a American Symphony Orchestra e o Grammy in the Schools.
O evento contou com a participação de grandes nomes como Michael Stipe (R.E.M.), Deborah Harry, Flaming Lips, Pixies, Laurie Anderson, Cyndi Lauper, Jakob Dylan, Ann Wilson (Heart), Debbie Harry (Blondie) e outros. Depois da morte de Bowie, tantos artistas quiseram participar que não havia espaço suficiente para acomodar todos, declarou Michael Dorf, produtor do show.
Ann Wilson agitou o público com Let’s Dance e Joseph Arthur fez um protesto mostrando uma bandeira americana com uma mensagem contra Donald Trump logo após cantar a música, The Man Who Sold the World.
Porém, a performance mais marcante do show foi a de Michael Stipe, que interpretou uma versão emocionante de Ashes to Ashes, em dueto com Karen Nelson. E foi Stipe quem resumiu o sentimento de todos os que passaram pelo palco e do público, que muitas vezes não segurou as lágrimas, ao declarar: “Esteja ele aqui ou não, ele certamente está nesse lugar”. Se considerarmos pelo legado que deixou ao rock, David Bowie permanecerá muito tempo entre nós.
(Rogéria Vianna, de Nova York)




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